Há uns anos, muitas empresas portuguesas deslocalizaram a sua produção para países com mão-de-obra mais barata. Muitas dessas empresas já voltaram.  Só fará algum sentido deslocalizar a produção para um país com mão-de-obra mais barata se o modelo de negócio assim o permitir. Mesmo que haja uma diminuição clara nos custos totais de produção, a empresa que se deslocaliza para um país, por exemplo, africano perde na flexibilidade, na qualidade dos produtos acabados, na qualidade da mão-de-obra, no tempo de resposta às encomendas, etc.

Além disso, em muitas empresas os custos salariais representam uma pequena parte dos custos totais. Ou seja, para poupar dinheiro nos custos da mão-de-obra a empresa aumenta outros custos (por exemplo, de transporte) e o risco de negócio. De igual modo, aparecem cada vez mais novos países concorrentes da mão-de-obra barata. Até há bem pouco tempo, a China era um país com vantagem competitiva nos custos, capaz de atrair empresas que pretendiam baixar os custos da mão-de-obra. Neste momento, já há muitos países com custos salariais muito mais baixos, pelo que a China já deixou de ter vantagem competitiva nesse campo.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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