Os resultados desportivos obtidos pelo Futebol Clube do Porto (FCP) na época 2013/2014 não condizem com o historial e com os objetivos definidos pelo clube. Na minha opinião, houve vários fatores que contribuíram para o falhanço, entre os quais destaco a falta de concorrência em alguns sectores da equipa. Eu considero que a concorrência interna e externa é muito benéfica para as empresas (e para as equipas de futebol). Por exemplo, não faz sentido que o FCP não tenha comprado dois jogadores que pudessem concorrer com os laterais da equipa. Trata-se de dois excelentes jogadores (Danilo e Alex Sandro) que não renderam como podiam ter rendido se tivessem concorrência.

De igual modo, no meio campo e nas alas também houve problemas no planeamento. No meio campo, houve três jogadores essenciais que saíram e os que os vieram substituir não conseguiram manter a qualidade do sector.  Considero que o FCP contratou bons jogadores para o meio campo (Herrera e Josué, por exemplo), mas precisavam de mais tempo de adaptação. Não tenho dúvidas nenhumas de que o Herrera é um excelente jogador e que na próxima época se vai destacar na equipa do FCP.  O Quintero também é um excelente jogador e, apesar de jovem, tem todas as condições para que na próxima época seja um elemento essencial na equipa.

O sector avançado do Porto, nomeadamente nas alas, é o que apresenta menor qualidade. Apesar de o Quaresma ter feito um bom final de época, o Porto devia ter contratado mais dois jogadores de qualidade para este sector.

À semelhança do FCP, a seleção portuguesa de futebol cometeu erros graves relacionados com a escolha de jogadores. Não percebo porque é que só foram convocados dois defesas laterais (sem concorrência); não percebo porque é que foram convocados tantos jogadores que tiveram lesões graves nos meses anteriores; não entendo porque é que não foram premiados os jogadores que fizeram uma boa época ao serviço dos seus clubes.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

11 responses »

  1. jorge diz:

    A questão da concorrência esbarra no facto de na melhor equipa de todos os tempos (Barça de Guardiola) haver pouca concorrência por sector.

    • J.Pinto diz:

      Bom dia, Jorge,

      Não sei concordo consigo quando, nessa altura, o Fabragas foi contratado e ficava no banco.

      Só no meio campo havia jogadores como Iniesta, Xavi, Alcântada, Mascherano, Busquets, Frabregas.

      No ataque havia jogadores como: Messi, Alexis Sánchez, David Villa, Pedro Rodriguês.

      Na defesa tínhamos: Daniel Alves, Piqué, Puyol, Alba, Abidal, Montoya

      Já lhe referi 16 jogadores de topo (não incluí guarda-redes nem outros jogadores como Jonathan dos santos ou Rafinha).

      Apesar disso, não pode haver comparação entre a seleção nacional (que tem jogadores banais como João Pereira) e o Barça ou o Real Madrid que têm a oportunidade de escolher os melhores jogadores mundiais.

      Os benefícios da concorrência são claros. Se este ano houver concorrência no Porto (como acredito), vamos ver a prestação do Danilo e do Alex Sandro.

  2. jorge diz:

    Disseste-me 16 jogadores sendo que 10 eram titulares. Sobram 6. Mas para além disso, sabes bem que Fabregas e Alba vieram numa das últimas épocas de Guardiola, e o sucesso dele começou antes da chegada deles. Mesmo o Villa e o Mascherano foram contratados 1 ou 2 anos depois do Guardiola chegar. O Alcantara e o Montoya vêm da formação do Barça, tal como o Jeffren e o Nolito e mais meia dúzia de jogadores que acabaram por serem vendidos ou emprestados. Não podes considerar miúdos da formação como alternativas, porque senão tinhas de considerar alguns jogadores da formação do Porto como alternativas , ou só passam a ser alternativas no momento em que se afirmam como bons jogadores? Mas tenho te a dizer mais. a maior parte dos jogadores do 11 base do Barça de Guardiola jogavam sempre. Nunca houve muitas mudanças no onze, e o próprio Guardiola chegou este ano a dizer que havia problemas quando deixava o Messi no banco. No caso do Messi já não é necessária concorrência?

    • J.Pinto diz:

      Jorge,

      Eu vou voltar a escrever parte do último comentário: “Apesar disso, não pode haver comparação entre a seleção nacional (que tem jogadores banais como João Pereira) e o Barça ou o Real Madrid que têm a oportunidade de escolher os melhores jogadores mundiais.”

      Além disso:

      – não estou a diferenciar jogadores da formação dos restantes jogadores, desde que tenham qualidade comprovada (lembro que todos os jogadores têm origem na formação, seja ela interna ou externa);
      – se me referir aos primeiros anos no Guardiola terei de acrescentar os seguintes jogadores: Milito, Cáceres, Keita, Touré, Gudjohnsen, Eto’o, Ibrahimovic, Sylvinho, Afelay, etc.

      Por falar em Messi, como sabe, nos primeiros anos do Guardiola ele não era ainda o jogador que foi há dois anos. O Guardiola teve um papel fundamental na qualidade e nos títulos do Barcelona, mas não podemos dizer, de maneira nenhuma, que o clube tinha apenas 11 jogadores, sendo que os restantes eram fracos.

  3. jorge diz:

    O Ibrahimovic foi para o Barça em troca pelo Eto’o. É impossivel terem jogado juntos no Barça. De resto não me consigo recordar se esses jogadores estavam lá todos, mesmo que tenham estado, foram muito pouco utilizados.
    Lembro-me bem que o Guardiola mal chegou mandou embora o Deco e o Ronaldinho. Penso que houve ainda mais um craque a ser “convidado a sair”. Ora Guardiola fez isso porque achou que havia coisas bem mais importantes que a concorrência.
    Em relação à formação: É óbvio que todos os jogadores são oriundos de uma qualquer formação, o que tu não percebeste no meu comentário é que não podes dizer que osjogadores que o Guardiola foi buscar à formação eram concorrentes dos jogadores titulares, porque não sabes se o Paulo Fonseca e o Castro tinham ou não essa solução. O Guardiola usou a equipa B do Barça como nenhum treinador o tinha antes feito. Foi lá que foi buscar o Busquets, o Pedro, e muitos outros suplentes. Se o próximo treinador do Porto for buscar muitos jogadores da formação começará logo a dizer-se que afinal há concorrência. Não sei se na equipa B do porto há qualidade suficiente ou não da mesma maneira que antes de Guardiola ninguém sabia que certos jogadores do Barça B tinha qualidade suficiente para jogar na primeira equipa. E como ninguém sabia disso, essa concorrência não existia (espero ter sido claro desta vez quanto à questão da formação).
    Quanto ao teu último parágrafo tenho a dizer que não faz qualquer sentido. O Porto (que é a equipa de que falas no texto) não sendo um clube de topo a nível mundial é um clube de topo a nível nacional. Podemos dizer (como muitas vezes já foi feito) que o Porto é o Barça português e o Benfica o Real Madrid português. Eu estou te a dizer que a falta de concorrência de qualidade não foi obstáculo para o Barça se afirmar como uma equipa muito superior ao seu rival Real Madrid, mas tu queres dar a entender que foi a falta de concorrência que fez o Porto andar até ao fim da época a lutar com o Estoril pelo 3º lugar, que foi essa falta de concorrência que fez o Porto ficar claramente atrás de uma equipa banal e com um orçamento muito inferior. A verdade é que a história da falta de concorrência já foi falada no Porto nas épocas de Vitor Pereira para justificar os momentos em que o porto estava em segundo lugar. No final dessas épocas, as justificações já eram outras obviamente.

    • J.Pinto diz:

      Jorge,

      Na minha opinião, claramente, fizeram falta dois jogadores para fazerem concorrência aos laterais. Nem que fosse apenas para descansar aqueles dois jogadores algum tempo. Aliás, numa entrevista dada há uma semana pelo Danilo ele diz extamente isso: não pôde descansar e exigiram demasiado dele. Como menciono no artigo, a falta de concorrência nas laterais não é o único fator do desastre do Porto; è apenas mais um que, na inha opinião, teve mais influência do que aquela que é veiculada. Também hou culpa do treinador; houve um mau planeamento da equipa, etc.

      Aliás, este ano o Porto sofreu muito golos com origem nas laterais.

      Não sentido nenhum que não haja dois bons jogadores por posição. Há jogadores que, mesmo sem concorrência, dão sempre o máximo. Há outros jogadores que se não houver concorrência acomodam-se e não dão o litro.

      Quanto ao Guardiola ter aproveitado a formação, concordo perfeitamente.

  4. jorge diz:

    “Aliás, este ano o Porto sofreu muito golos com origem nas laterais.”
    Mas isso nem teve muito a ver com a performance deles, teve a ver com a organização da equipa que era muito má, e a maior parte das equipas portuguesas ataca pelos flancos porque não têm qualidade para entrar pelo meio. Foi por isso que sofremos muito golos pelas laterais. Se jogássemos numa liga melhor teríamos sofrido também muitos golos pelo meio. O Alexandro não tendo estado muito bem foi claramente um dos melhores laterais da liga. Quanto ao Danilo, o problema na minha opinião é outro. Não é na minha opinião um jogador de grande qualidade.
    Com isto tudo não estou a dizer que a concorrência não importa. Estou a dizer que é um factor menos importante. Fossem todos os problemas do Porto do ano passado esses

    • J.Pinto diz:

      Boa tarde, Jorge,

      Temos opiniões diferentes, está comprovado. Eu considero que os laterais do Porto são muito bons, mas este ano até o Alex Sando cometeu muitos erros defensivos. Claro que as falhas estão relacionadas com a organização, mas o défice de rendimento deles, na minha opinião, está muito relacioanado com a falta de pressão de outros jogadores. Este é um real problema, até porque este ano o Porto, segundo consta, já comprou dois laterais (Opare e Indi, que joga a defesa esquerdo na seleção holandesa).

      Temos o caso de outros jogadores no Porto que costumam jogar muito mais quando têm concorrência. Tanto o Quaresma (em anos anteriores) como o Varela (este ano e em anos anteriores) costumam acomodar-se muito aos seus lugares. Ainda me lembro de ter havido um treinador que deixou o Quaresma no banco (quando era titularíssimo) e logo a seguir ele jogar muito melhor.

  5. jorge diz:

    Temos mesmo opiniões diferentes. Quanto aos laterais que o Porto comprou, se se confirmar a vinda do Indi não me parece que ele vá ser concorrência a alguém. Quanto muito será concorrência a alguém da equipa B.
    O Quaresma e o Varela não jogam muito mais quando têm concorrência, jogam melhor quando a equipa está melhor organizada, sendo que o Quaresma é causa de grande parte da desorganização da equipa, e não sei como é que os adeptos do Porto ainda não perceberam isso. Não auguro nada de bom para o Porto se Quaresma continuar a fazer parte do 11 base no próximo ano, tenha concorrência ou não.

    • J.Pinto diz:

      O Indi, se vier, vais fazer muita concorrência, e na equipa principal. Não é jogador de equipa B. Só não sei é se vai jogar a central ou a lateral.

      No que respeita ao Varela e ao Quaresma, mais uma vez, não partilho da sua opinião. É claro que uma equipa bem organizada consegue tirar muito mais de cada jogador. Trata-se de jogadores muito acomodados que necessitam de concorrência forte para mostrarem o que valem.

      No que respeita ainda ao Quaresma, o ano passado se não fosse ele a equipa do Porto teria perdido ainda mais jogos.

  6. jorge diz:

    J. Pinto vá ver quantos jogos o Porto perdeu sem Quaresma e quantos jogos perdeu com Quaresma. Foi depois do Quaresma chegar que começou o verdadeiro descalabro. A segunda metade da época foi claramente pior, e ainda que possa não ter nada a ver, na minha opinião tem muito a ver com a chegada dele. Por isso, eu prevejo que se o Quaresma continuar a fazer parte da equipa principal, o Porto não terá qualquer hipótese de ser campeão, veremos se estou certo ou não.
    Quanto ao Indi, eu não sei que jogos é que andam a ver dele. Nos jogos que eu vi o Indi destacou-se claramente como um dos piores jogadores. Não tem técnica, movimenta-se mal, posiciona-se mal, não sabe nunca o que fazer com bola. Continuo a acreditar que a contratação dele é pura especulação, se não for, será mais um negócio ruinoso.
    Já o Óliver é outra conversa. É um dos mais promissores jovens espanhóis. Não virá para fazer concorrência, vem para ser titular. É pena ser por empréstimo

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