Jornalistas protestam em Lisboa contra despedimentos na Controlinveste

A Controlinveste, empresa que detém alguns órgãos de comunicação social (Jornal de Notícias e Diário de Notícias, entre outros), vai despedir alguns dos seus funcionários recorrendo a um despedimento coletivo. O despedimento de trabalhadores numa empresa é uma consequência inevitável quando a sustentabilidade da mesma é posta em causa pelo excesso de despesa em relação à receita.

As empresas privadas vivem do dinheiro das suas vendas e os custos não podem ser frequentemente superiores às receitas. A Controlinveste é uma empresa de comunicação social e por isso o despedimento dos seus trabalhadores foi mais mediático do que os despedimentos que todos os dias há noutras empresas privadas.

Só o Estado e as empresas públicas é que podem ter indeterminadamente despesas superiores às receitas sem que isso tenha como consequência o despedimento dos seus trabalhadores. A redução da massa salarial nas empresas públicas e no próprio Estado é inconstitucional.

É esta a (des) igualdade que os juízes do Tribunal Constitucional têm defendido nos diversos acórdãos que têm elaborado?  Os jornalistas e restantes colaboradores da empresa (com a solidariedade de outros jornalistas) bem podem protestar contra os despedimentos, mas como se trata de uma empresa privada nem os juízes do Tribunal Constitucional os salvarão do despedimento.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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