Empresários e autarcas contra portagens na Autoestrada Transmontana

Os autarcas que pediram ao Governo a construção de uma autoestrada (houve autarcas a dizer que o seu distrito era o único do país que não tinha um metro de autoestrada), agora protestam contra a introdução de portagens nessa autoestrada que entretanto foi construída. Este país está repleto de autarcas que não dignificam as pessoas que lhes confiaram a gestão de uma câmara.

Passei muitas vezes no IP4 e sempre disse que se tratava de uma estrada com boas condições e que era um crime a transformação daquela via numa autoestrada.

Com a construção da autoestrada alguns troços do IP4 ficaram totalmente inutilizados. Uma parte do IP4 foi remodelada e transformada na nova autoestrada, outra parte foi utilizada para ligações secundárias e alguns troços foram eliminados.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

5 responses »

  1. Jorge Gaspar diz:

    Já alguma vez conduziste na IP4 de noite, com nevoeiro cerrado, com vento forte, chuva intensa, gelo na estrada ou queda de neve?
    Dizer que a estrada é boa é sarcasmo. A estrada foi mal feita (curvas apertadíssimas no fim de rectas grandes, curvas em que a estrada está inclinada para o lado contrário, etc e as condições climatéricas que lá se apanham durante cerca de 8 meses são bastante adversas. Não é por acaso que essa estrada está cheia de pinos e sinalizações, e não é por acaso que foi uma das estradas onde mais gente morreu em Portugal.
    Dou de barato a questão de se pagar ou não pagar portagens. A questão é que o IP4 está ao nível de uma nacional, e a nacional 15 é completamente inviável tendo em conta o trânsito que hoje existe no IP4. Os autarcas têm razão quando dizem que com a autoestrada transmontana, sendo que a nacional 15 não é alternativa, não existe outra solução para quem quiser atravessar o marão. Eu que sempre achei que faria falta uma autoestrada a ligar Amarante a Vila-Real, nunca pensei que com a autoestrada deixasse de se poder utilizar o IP4 como alternativa. Se era para isso, mais valia não terem feito nada.
    Já agora quero te dizer uma coisa em relação ao teu último parágrafo. Tu aí provas que não sabes do que falas. É que hoje em dia o IP4 está praticamente inalterado, sendo que se prolongou a A4 para apenas 2 ou 3 kms depois de Amarante (as restantes obras da autoestrada encontram-se fora do traçado do IP4 e a 2 ou 3 kms antes de Vila-Real também se fizeram obras, sendo que essa zona da ainda IP4 será a saída da autoestrada para Vila-Real, ou seja não será parte da autoestrada, é exactamente no mesmo traçado da IP4 (apenas melhorado) e faz hoje em dia parte da IP4. Portanto aquilo que dizes no último parágrafo é mentira. Não foram eliminados nenhuns troços, a não ser que me digas que fazer um alargamento da estrada em cerca de 4 ou 5 kms é eliminar troços. E também não houve troços nenhuns da IP4 que tenham ficado inutilizados (só me estou a referir á parte da IP4 que liga Amarante a Vila-Real) Quanto á parte que foi transformada na nova autoestrada, foram 2 ou 3 kms depois do fim da A4. Ou seja prolongou-se a A4 por mais 2 ou 3 kms. Depois desses 2 ou 3 kms passa a existir a A4 (que está em obras) e a IP4 que é todos os dias utilizada por milhares de pessoas. Se o que dizes fosse verdade, as pessoas para irem de Vila-Real a Amarante ou o inverso, atravessavam pontes inacabadas e túneis por esburacar.

    • J.Pinto diz:

      Obrigado, Jorge Gaspar, pelo comentário.

      Já conduzi pela IP4, muitas vezes, com gelo, nevoeiro e mau tempo. Como em qualquer circunstãncia, o condutor tem de se adaptar ao tempo. E aposto consigo que se lá for hoje e descer o Marão a 80 ou 90 quilómetros por hora, n~´ao passo por ninguém. A 80 ou 90 quilómetros por hora (limite máximo) só vejo automóveis a passar por mim. Quer apostar?

  2. Jorge Gaspar diz:

    sei com conhecimento de causa que assim é J.Pinto.
    Não tenho dúvida nenhuma que se conduz mal em todas as estradas Portuguesas. A diferença é que numas morre-se muito e noutras morre-se pouco. A fazer uma autoestrada nunca se poderia acabar com o IP4, porque simplesmente a nacional 15 não é alternativa ou o J.Pinto considera-a uma alternativa?
    Se era para acabar com o IP4 então mais valia não terem feito nada

  3. J.Pinto diz:

    Jorge,

    Não considero nenhuma alternativa, por isso mesmo sempre apelidei esta ideia de transformar a IP4 num autoestrada de completamente estapafúrdia. Sejamos coerentes: naquela zona não existe tráfego para uma autoestrada, uma IP4 e uma nacional (ainda que em más condições).

    No entanto, os autarcas sabiam desde o início que a IP4 seria transformada na autoestrada e que a IP4 ficaria sem efeito. Mas, demagocamente e inconscientemente, sempre pensaram que, excecionalmente, e ao contrário do que existe no resto do páis, teriam uma autoestrada de borla.

    Acho muito bem que, à semelhança do que acontece no resto do país, seja portajada. Os autarcas deveriam vir a público pedir desculpa aos eleitores por lhes terem imposto uma alternativa mais cara. Acredite que passo por lá muitas vezes e não compreendo esta autoestrada, Não vejo tráfego para uma nova estrada.

    No que respeita ao número de mortes, volto a afirmar: os condutores têm de se adaptar às condições das vias e às condições atmosféricas. Se se trata de uma estrada com muito nevoeiro, com acentuadas subidas e descidas, as pessoas não podem circular a 150km ou 160km por hora, como por várias vezes vejo.

  4. Jorge Gaspar diz:

    bem, eu diria que por vezes conduzir a mais de 90 à hora no IP4 já é colocar a nossa vida em risco ( mas eu tenho muito mais medo dessa estrada do que a maioria das pessoas). Já para não falar naquelas curvas a cerca de 10 km de Amarante feitas no sentido Vila-real Amarante .
    Acho que neste assunto temos opiniões diferentes, embora compreenda o teu ponto de vista.
    Quanto à IP4, acredito que saibas do que falas, mas eu também sei do que falo, visto ter morado em Vila-Real e em Amarante e ter família dos dois lados do marão

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