O Belmiro de Azevedo é dos maiores empresários portugueses e por isso merece todo o meu respeito. Portugal necessita de muitos Belmiros.

Apesar disso, o Belmiro de Azevedo comete um erro ao dizer que “Os salários só podem aumentar – e oxalá que isso aconteça – quando, de facto, um trabalhador português fizer uma coisa igual, parecida, com um trabalhador alemão ou inglês, seja o que for…”. Se é verdade que os salários dos portugueses só podem aumentar quando aumentar a produtividade, também é verdade que a produtividade depende muito mais das opções estratégicas dos decisores do que do trabalho efetuado pelos trabalhadores.

Eu compreendo as palavras do empresário, uma vez que o seu modelo de negócio depende muito mais da quantidade (os seus super e hipermercados concorrem pelo preço) do que da diferenciação, mas o valor acrescentado de um trabalhador depende muito mais do tipo de produto (essa é uma decisão estratégica dos gestores e não dos trabalhadores) do que da quantidade de produto fabricado.  Um trabalhador português produz o dobro ou o triplo do valor se trocar uma empresa sem marca própria que presta serviços em regime de subcontratação a uma cadeia de vestuário fast-fashion por uma empresa com marca própria direcionada para o segmento médio/alto.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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