Os números retratam a realidade e não enganam. Porém, há muita gente que os utiliza de forma errada para transmitir uma determinada mensagem à sociedade.

Neste artigo, o autor, pelos vistos defensor acérrimo do Keynes, tenta mostrar que a quebra menos acentuada do PIB em 2013 é resultado do abrandamento da quebra do consumo interno. Realce-se, nos quadros que o autor apresentou, que o consumo interno tem um contributo negativo no crescimento do PIB no ano de 2013, ainda  que tenham diminuído menos do que o esperado. Pelo contrário, as exportações líquidas continuam a contribuir positivamente para o crescimento do PIB – no entanto, o seu peso no PIB é menor do que nos dois últimos anos.

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Convém referir que as exportações líquidas referem-se à diferença entre as exportações e as importações. Assim, a diminuição das exportações líquidas pode significar uma diminuição das exportações ou o aumento das importações (ou uma mistura do aumento das importações com a diminuição das exportações).

No caso português, no ano de 2013 as exportações continuaram a crescer e as importações também cresceram. Ou seja, é muito provável que o abrandamento da queda do consumo interno se tenha repercutido no aumento das importações.

Voltando aos dados: as exportações cresceram, o consumo diminuiu (menos do que o esperado) e as importações cresceram (mais do que o esperado).

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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