Há muita gente em Portugal a defender que o nosso país deve seguir o caminho da Grécia, não devendo respeitar as exigências dos credores.  Apesar de não dizerem claramente que devemos seguir o caminho seguido pela Grécia, muitos dos portugueses que intervêm todos os dias nos meios de comunicação social defendem a adoção de medidas semelhantes às que são adotadas pelos gregos (recusa na adoção de medidas orçamentais restritivas, greves, etc.). No entanto, os mesmos defensores da estratégia grega coíbem-se de comentar as respetivas consequências, especialmente esta: “Desemprego na Grécia sobe para novo recorde nos 28%.”

É claro que o desemprego grego não tem origem nas greves nem na recusa da adoção de medidas restritivas, mas na estrutura empresarial que não é competitiva. No entanto, a competitividade da economia grega não recuperará através de greves, mas através da criação de novas empresas e da reorientação estratégica do negócio das empresas existentes que não são competitivas. Esta mudança estrutural da economia grega (como a portuguesa) não se faz se exigirmos cada vez mais aos criadores de riqueza. A maioria das greves tem como objetivo exigir cada vez mais aos criadores de riqueza (através da cobrança de impostos), para alimentar os que vivem agarrados à mama do Estado.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s