Portugal é o “milagre económico” da periferia

Um banco alemão (Commerzbank) referiu esta semana que Portugal está a assistir a um milagre económico. A economia portuguesa tem crescido de forma assinalável e o mercado de trabalho já deu a volta, pelo que Portugal tem boas hipóteses de sair do resgate financeiro pelos seus próprios pés.

A reviravolta da economia é notória, mas, infelizmente para os portugueses, não houve nenhum milagre económico, nem tampouco Portugal, em dois anos, passou de um país pouco competitivo para um país extremamente competitivo. Gradualmente, está a dar-se uma alteração na estrutura da sociedade e da economia portuguesa, mas Portugal corre o risco de voltar para trás se voltarem a ser cometidos os mesmos erros do passado.

As exportações, apesar de continuarem a crescer, ainda estão muito longe dos valores razoáveis (as exportações portuguesas representam cerca de 40% do PIB, sabendo que noutros países da nossa dimensão elas representam 80% ou 90%). Por contrapartida, o consumo interno, ao contrário do que nos transmitem todos os dias, ainda tem um peso elevado.

É verdade que as empresas portuguesas estão a fazer o seu papel, tornando-se cada vez mais competitivas e procurando explorar novos mercados e novos produtos. Aliás, as empresas portuguesas têm vindo a ganhar importantes quotas de mercados em alguns países.

No entanto, apesar dos progressos assinaláveis na economia, não existe razão para falarmos em milagre económico.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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