Ontem, o Jornal de Notícias publicou uma lista com as 1000 maiores empresas portuguesas, ordenadas por volume de negócios. Além do volume de negócios, foram apresentados outros indicadores daquelas empresas (ativo, produtividade, número de trabalhadores, capital próprio, etc.). Estive a analisar alguns daqueles indicadores e verifiquei que algumas empresas apresentam capital próprio negativo.

O capital próprio é uma rubrica do Balanço de uma empresa que resulta da diferença entre o Ativo e o Passivo. Ou seja, uma empresa que apresente um capital próprio negativo está em situação de falência técnica, sendo que o seu ativo não é suficiente para pagar as suas dívidas (passivo).

A maior parte das empresas que apresentam capital próprio negativo tem um denominador comum: Estado (empresas públicas e empresas que, sendo privadas, têm o Estado como seu cliente). Não fiz uma análise exaustiva aos números, mas consegui verificar que todas as empresas públicas que estavam listadas apresentavam capital próprio negativo. Mesmo sabendo que o principal objetivo daquelas empresas não é ter lucro, há empresas públicas que vivem em monopólio e têm clientes, pelo que deveriam ser solventes.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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