Há centenas de milhares de portugueses que foram despedidos nos últimos anos porque as empresas para as quais trabalhavam deixaram de poder suportar os custos associados à sua continuidade. Tal como nas empresas privadas, nas entidades públicas também existe a obrigação de pagar aos funcionários. Além de considerar que existem funcionários públicos a mais em determinados sectores, neste momento existe uma obrigação do Estado português de cortar nas despesas.

Atravessamos uma situação financeira muito difícil e o Estado tem de cortar nas despesas, até porque continuamos a viver de dinheiro emprestado e os nossos credores juram que não nos emprestam se não conseguirmos diminuir os gastos. No entanto, existe uma classe de portugueses que, atidos à sua ideologia, não compreende ou não quer saber qual é a verdadeira situação do país – estes senhores ignoram o facto de estarmos sob um programa financeiro externo e o dinheiro que necessitamos depende da concretização das medidas anteriormente negociadas.

As mesmas pessoas que falam da inconstitucionalidade de algumas leis por elas ferirem o princípio da igualdade (princípio genérico), agora ignoram que os funcionários privados continuam a ser despedidos quando a empresa decide que não necessita deles – se o mesmo princípio fosse aplicado, os funcionários públicos poderiam ser despedidos. Também aqui, o princípio da igualdade pode ser o que as pessoas quiserem.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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