Estou a ver o programa “Prós e Contras” da RTP1. Dos 4 oradores principais, 3 são economistas. Pedro Lains, um dos oradores e economista, insiste que Portugal, tal como a Grécia, pode ter uma voz grossa na Europa rejeitando os sacrifícios que são impostos pela troica.

Eu até compreendo que algumas pessoas, que não têm habilitações académicas superiores, não percebam muito bem porque é que Portugal está obrigado a cumprir as exigências dos financiadores, mas não compreendo o que leva pessoas formadas a não perceberem que Portugal neste momento só tem duas opções: aceita as exigências dos financiadores em troca do seu financiamento ou rejeita essas condições e segue o seu próprio caminho.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

8 responses »

  1. nzalmeida diz:

    Talvez seja o J.Pinto com as suas ideias já profundamente demonstradas e usadas em 40 anos é que ainda não entendeu que são essas ideias que não funcionam,

    Se está a ver o programa devia ouvir mais e abrir a mente a outras ideais. É difícil aceitar que andamos errados anos e anos

    Assim como muita vez o J. Pinto põe o dedo na ferida, não consegue entender quando não entende as ideias diferentes do dogma em que está inserido, porque simplesmente foi o que lhe foi ensinado, porque esse alguém també, lhe está a por o dedo na ferida.

    Tenho a certeza que se está mesmo a ver e ouvir o programa já teria entendido as verdadeiras palavras que critica.

    • J.Pinto diz:

      Bom dia Rzalmeida,

      Se acha que os outros países vão ouvir os políticos portugueses por eles falarem mais alto, está enganado.

      Num mundo livre sempre foi assim e há de ser, as pessoas só emprestam o dinheiro se quiserem e a quem quiserem e às taxas que quiserem. Se eu tiver 20 000€ para emprestar tenho de me assegurar que os devedores vão pagá-lo.

      O que quer que eles pensem quando cá há muita gente a dizer que é necessário renegociar (há muitos dizen do claramente que não pagam)? Não emprestam, obviamente.

      Se reparar, este sistema levou-nos a 3 pré-bancarrotas. Somos o único país da europa nesta situação. Mas os outros é que são os culpados…

      • O J.Pinto mais uma vez só porque concorda com as ideias da troika, não entende que não é uma questão de falar alto, é uma questão de questionar se as ideias deles são as correctas, porque se calhar são as erradas, pasmasse onde quer que as tenham implementado, argentina etc etc falharam. Hmmm quando se falha e falha e falha e volta a falhar das três uma, ou é por burrice, ou por teimosia ou por maldade.

        Se calhar é melhor ficarmos calados que o bicho papão ainda nos come e deixar o barco afundar é?

        J.Pinto, falta-lhe humildade para entender as opiniões divergentes da sua.

      • J.Pinto diz:

        Nuno,

        Estou aqui a debater cordialmente consigo. Não percebo porque é que diz que me falta humildade!

        Eu nnunca disse que concordo ou discordo com a troica. No artigo, apenas disse que a alternativa à troica é seguirmos o nosso caminho.

        Não sei se sabe, mas a troica, ao contrário do que frequentemente nos dizem, está a emprestar-nos dinheiro a taxas baixíssimas (pouco mais de 3%), taxas que Portugal nunca conseguiu antes. O nosso problema é o montante da dívida, em comparação com o fraco crescimento.

        Como já deve ter reparado, nós podemos questionar as ideias deles, mas não podemos dizer que questionando as ideias deles vamos conseguir melhores condições. Olha para a Grécia e diga-me se quer que nos aconteça a mesma coisa.

        Contrariamente, olhe para para Irlanda e diga-me se quer as condições deles.

        Nuno, não me diga que quer o nível de vida da Argentina?

      • Para esclarecer, acho que tem falta de humildade porque quando alguém especialista simplesmente discorda da politica imposta, para o J.Pinto é andar a gritar. Pedro Lains simplesmente discorda da política e como muitos novos economistas discordam porque esses já entenderam que assim não vamos lá e porque entenderam isso? Porque estudaram todas as vezes que se usou esta receita e falhou sempre. sim o Estado gasta demais claro é óbvio, há funcionários públicos a mais sim claro todos sabemos, Afinal concordamos com o mesmo que é estão a fazer tudo mal. Porque eu seu que o J.Pinto também não concorda com esta carga fiscal imposta. E esta austeridade cega também não devia. Para corta é para cortar onde se gasta mesmo não é nestas tricas e pensar que manter um salário mínimo abaixo dos 500 euros a economia portuguesa vai recomeçar a crescer.

        O empréstimo da troika é muito bem vindo quem pensa o contrário é parvo, mas pensar que se está a dar bom uso a ele também é errado, e daí a minha acusação de falta de humildade, o J.pinto aprendeu uma coisa na escola que tem 70 anos e surpreendentemente sempre que é posta em prática falha com excepção de um país.

        E sim a Argentina melhorou muito desde que se livrou dessas politicas e sim tem um nível de vida já superior ao de Portugal, mesmo com uma presidente a mostras laivos de déspota na senda de outros da mesma região🙂

      • J.Pinto diz:

        Olá mais uma vez Nuno,

        Não vou discutir consigo a minha falta de humildade. Vamos aos dados, isso é que interessa.

        Acho que não me expressei bem, ou o Nuno não percebeu. Eu não disse que o Pedro Lains ou outra pessoa qualquer tem de concordar com as politicas seguidas. Isso não me interessa. O que me interessa (foi esse o objetivo deste artigo) é dizer a essas pessoas que discordar sem ser objetivo não vale nada. Não vale a pena dizer que se discorda, se todos sabemos que só temos duas soluções: aceitamos as suas exigências ou seguimos o nosso próprio caminho. ..dizer que não concorda sem dar alternativas não vale de nada. O que vale eu dizer que não concordo se não tenho alternativas?

        Qual é a alternativa do Pedro Lains? Se é sair do euro, está bem (há muita gente que defende). Mas o Pedro Lains, pelo que percebi, nen defende a saída do euro, mas também não quer aceitar as condições impostas. Não é possível escolher o melhor dos dois mundos. Ou uma ou a outra opção. Não há três opções.

        Em todas a crises anteriores (1978 e 1983) Portugal passou dois ou três anos muito maus, e até tínhamos moeda própria.

        No que respeita à economia, a austeridade até á capaz de funcionar no médio/longo prazo. O contrário (falta de austeridade) foi o que aconteceu nas últimas décadas e veja o ponto em que estamos.

        Relativamente à Argentina, eu digo-lhe a qualidade de vida de um português pela qualidade de vida dos argentinos.

  2. Ramos Indi diz:

    Boa Tarde

    O tema levantou questões importantes das quais: A soberania da Alemanha e a sua falta de sensibilidade, o desemprego e a austeridade.

    O que deu para perceber foi que os alemães têm a ideia, que em Portugal se vive a grande e a francesa com o dinheiro dos fundos comunitários. Uma ideia que não e de todo errada. Da maneira que Portugal vivia mais tarde ou mais cedo teria de haver uma restruturação.

    Já estava na hora do ze povinho acordar e deixar de viver acima das possibilidades
    Na minha opinião o que o economista pedro Lains quis perguntar vagamente foi: ate quando e que vamos continuar com a austeridade? Ate quando e que o povo vai aguentar? pois em Portugal há quem viva muito bem mas por outro lado há quem viva miseravelmente.

    E o governo tem de ter voz, no sentido de dizer a troika que chega de austeridade, e que atingimos o fundo. Mas o fundo no panorama troikes e quando as pessoas saírem a rua em manifestações constantes para pedirem comida. Como se fez na Grécia. Que e o que nos vai acontecer se não recuperarmos a economia e vivermos apenas nesta ideologia de austeridade.

    Não e com palavras que mudamos a imagem que temos, mas com atitudes e as essas são as nossas palavras neste momento.

    Se a Alemanha não der luz verde, a saída do euro e inevitável, e penso (hipoteticamente) que o governo esta a fazer um compasso de espera para aproveitar o memorando para se organizar/reestruturar e depois desistir do euro, mas por enquanto ainda precisamos do dinheiro da troika.

    E ao contrario da maioria eu penso que o PSD se esta a sair bem, cumprindo o memorando da troika sem se deixar levar pela conversa fiada da oposição. E esta e a atitude que devemos ter agora. Mas não da para tirar conclusões porque este governo segue um enredo sem fazer referencia ao plano de crescimento economico o que leva a pensar que nao ha plano!

    Se Portugal abandonar o euro, não terá assim tantas consequências negativas comparado com outros países, somos um pais exportador, e o turismo e uma mais-valia. Temos de desvalorizar a moeda, para haver crescimento econômico e competitividade, este e um dos caminhos que me soa muito bem.

    Vivemos 10 anos de governação que foram uma autêntica palhaçada. Governados por antigos PIDE corruptos e chupistas.
    Mas acredito nesta nova geração de governantes.

    P.S Penso que os teus comentários estão mais interessantes do que a publicação em si.

    • J.Pinto diz:

      Ramos Indi,

      Desde já agradeço o seu comentário.

      O meu artigo tem como objetivo criticar as palavras do Pedro Lains e outros comentadores, no sentido em que estes não sugerem nada de praticável. A verdade é esta: Portugal aceita as exigências da troica ou sai do euro. Era isto que se deveria debater.

      Não vale a pena dizer que falando mais alto e confrontando a troica conseguiremos melhores condições; apenas agravaremos a situação. Chegamos à atual situação por nossa culpa; fomos nós que chamamos a troica para que nos emprestasse dinheiro quando mais ninguém nos emprestava; eles emprestaram-nos a taxas de juro baixas (ao contrário do que se diz, a taxa de juro média da troica, cerca 3,2%, é das mais baixas que Portugal conseguiu depois do 25 de abril).

      Não partilho a sua opinião, no que concerne à saída do euro e à desvalorização da nova moeda. A desvalorização da nova moeda implica redução real dos salários. É isto que defende?

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