Não vale a pena chamarmos nomes feios aos Senhores da troica. São eles que nos emprestam o dinheiro e fomos nós que lhes pedimos que eles cá viessem, visto que deixamos de ter quem nos emprestasse dinheiro a preços razoáveis.

A verdade é que nos emprestaram dinheiro a taxas de juro muito aceitáveis (antes da sua chegada, Portugal só por uma vez tinha conseguido financiar-se a taxas mais baixas). Em troca do empréstimo, visto que eles não acreditam muito na nossa capacidade de pagar, impuseram-nos austeridade, para ver ser conseguem receber o guito. Agora, estamos obrigados a cumprir as exigências deles, sob pena de não nos mandarem o resto do dinheiro. Como não nos conseguimos financiar no mercado, visto que os credores exigem taxas de juro muito altas, o nosso caminho está traçado.

Estamos numa posição muito delicada. Sem margem de manobra, somos forçados a fazer o que eles exigem. Ao contrário do que dizem muitos políticos e partidos da oposição, a recusa de assumir as suas exigências resultariam no estanque do dinheiro. Se nos recusássemos a implementar as medidas exigidas, Portugal entraria em bancarrota e seria forçado a sair do euro. Seria esta a consequência de tal opção.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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