Embora não seja consensual entre os especialistas e os historiadores, podemos distinguir as ciências como exatas ou sociais. A economia enquadra-se claramente nas ciências sociais, não fazendo parte daquelas que são precisas, rigorosas e objetivamente quantitativas.

Apesar de ser uma ciência social, a economia lida com determinados métodos exatos. Como se trata de uma ciência social, uma vez que tem como objeto o estudo da sociedade, os fenómenos económicos são influenciados pelos comportamentos das pessoas, que são um tanto ou quanto imprevisíveis.

Na economia não podemos estabelecer relações cegas de causa-efeito, mas sabemos que há determinadas causas que têm determinadas consequências. Por exemplo, a diminuição da taxa de juro aumentará inevitavelmente o investimento. Neste momento, a dificuldade de acesso ao crédito nem limitado o investimento em Portugal.

Se a economia é uma ciência social, então valerá a pena estudar a sociedade para perceber melhor quais são os modelos económicos que devemos seguir. Acontece, no entanto, que há demasiados economistas a defenderem a utilização de modelos económicos que foram implementados há décadas, quando a sociedade era constituída por pessoas com necessidades completamente diferentes. Estes modelos tornaram-se completamente obsoletos.

Alguns desses economistas, apesar de defenderem os mesmos modelos, são incapazes de racionar tendo em conta a exatidão de algumas relações causa-efeito. Por exemplo, alguns economistas defendem que o aumento do investimento público trará mais desenvolvimento e emprego à sociedade, mas não admitem ou não percebem que se esse investimento for feito através de dívida pública e os investimentos não tiverem uma taxa de retorno elevada, como habitualmente não têm, as consequências serão bem mais graves para a sociedade, visto que o valor investido terá de ser pago com juros. Esses mesmos economistas não admitem ou não percebem que os modelos económicos que estiveram na origem de alguns sucessos económicos não podem ser aplicados agora com a mesma eficácia, na medida em que as pessoas estão organizadas de uma forma completamente diferente.

Agora, vivemos numa sociedade cada vez mais global, em que existe uma liberdade quase incondicional no acesso aos bens e serviços; de igual forma, as empresas competem de forma completamente diferente, têm muitos mais concorrentes e de vários pontos do globo. Podemos verificar que estes fenómenos sociais têm de ser tidos em conta na utilização dos modelos económicos.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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