Eu sou um perigoso neoliberal. Não sei muito bem o que significa o termo neoliberal, mas eu sou contra o aumento da despesa do Estado; eu defendo a contenção salarial na função pública; considero que o investimento do Estado, na maior parte das vezes, serve apenas para beneficiar amigos e ganhar eleições, não contribuindo para o desenvolvimento proclamado pelos seus defensores (se fosse assim, Portugal seria hoje um dos países mais desenvolvidos da Europa e do Mundo); reconheço que não é possível ter mais despesa e menos impostos; defendo que as pessoas e as empresas devem construir o seu próprio futuro, não deve ser o Estado dizer e a impor qual deve ser o seu futuro; sou a favor da livre circulação de pessoas, bens e capitais; defendo baixos impostos e a redução da despesa do Estado; sou a favor da livre concorrência entre as empresas, etc.

Por tudo isto, e por muito menos, outros foram acusados de perigosos neoliberais.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

5 responses »

  1. Tinah escrito um comentário grande que não entrou e não me apetece repetir vou resumir a dizer só o seguinte:

    O J pinto esqueceu duas coisas do neo liberalismo, desregulamentação e privatização. Então estes dois factores que têm sido a chaga social destes últimos 30 anos e a solução é fazer mais do mesmo? Os aspectos que mencionou são os positivos e os negativos?

    • J.Pinto diz:

      Olá Nuno,

      Não tenho a certeza de que a desregulamentação e a privatização têm sido a chaga social dos últimos 30 anos. Eu não conheço nenhuma empresa, portuguesa ou estrangeira, que esteja nas mãos dos Estados e que seja competitiva em termos internacionais, sem que os Estados as protejam.

      • E??? Ao estado compete outras funções que não as da competição no mercado. Eu falei de desregulamentação e quanto à privatização claro que estou a falar dos interesses contra públicos ……

      • http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=89025

        Este é o tipo de privatização selvagem que nos impuseram desde os anos 80 com as políticas zombies neoliberais. Zombies porque já “toda” a gente viu que não funcionam mas teimam a ser a solução quando são o problema. Não existe um lugar no mundo que a privatização de comboios, a não ser para o privado que gere, tenha trazido benefícios quer utentes quer estado. Inglaterra e Argentina são disso exemplo, pois ficou-se com serviço pior, muito pior mesmo, mais caro e com custo para o Estado.

        J. Pinto aconselhe-o a limar um pouco os seus ideais e a ver bem o que foram estes últimos 30 anos. Formam anos de retrocesso social e económico.

  2. J.Pinto diz:

    Nuno,

    Não notei que se estava a referir às privatizações dos combois, até porque referiu que estas privatizações têm sido a chaga social dos últimos 30 anos – até ao momento ainda não foi fieta qualquer privatização neste sector, que deverá acontecer porque estamos a falar de um sector que tem tudo para dar lucro (lotação esgotada em quase todas as viagens, ausência de concorrência, etc), mas nunca o conseguiu. Significa isto que alguma coisa tem de ser feita. A acrescer a isto, o Estado não tem dinheiro para investir neste e noutros sectores.

    Tenho familiares em Inglaterra e não tenho ideia de que a privatização da ferrovia tenha sido assim tão má. Apesar disso, o Nuno acha que é justo uma pessoa como eu, que vive em sítios onde não existe ferrovia, esteja a financiar o transporte dos outros? Se assim for, também posso exigir ao Estado que me ajude a pagar o transporte para o meu trabalho.

    Quando o Nuno fala em retrocesso social e conómico, está a referir-se a quê? Essa expressão é muito vaga….as pessoas têm melhor saúde e vivem mais anos; as pessoas têm o maior nível de escolaridade de sempre; nunca houve como agora tantos agregados com casa própria, com água e saneamento; etc.

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