A greve nos portos portugueses representa um problema que o Governo tem de resolver urgentemente.  Os estivadores, patrocinados e incentivados por sindicatos que não se importam com as consequências da greve, estão a parar o único motor da economia portuguesa.

As exportações das empresas portuguesas têm subido sistematicamente nos últimos anos e, apesar de haver sectores com fortes quedas nas vendas (ex: sector automóvel), os números não estão em sintonia com a tendência verificada nos meses/anos anteriores. Pior do que tudo isto, os sindicatos prometem continuar com a greve, ameaçando as vendas e a competitividade das empresas portuguesas. Sabendo que as exportações portuguesas para os países terceiros têm subido acima dos 20%, a descida de 18% verificada em setembro não faz qualquer sentido – grande parte destas vendas efetua-se através da via marítima. Em termos homólogos, as exportações portuguesas para fora da União Europeia desceram 1,5% em setembro (desceram 17% em termos mensais).

O mais curioso destas greves, como já aqui referi, têm que ver com o facto de ninguém querer divulgar os rendimentos dos protestantes. Num período de crise, em que muitas pessoas são obrigadas a claudicar com uma parte do seu salário, seria bom que os portugueses soubessem quanto é que ganham os reivindicadores.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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