Não haja dúvidas de que, apesar da crise que vivemos, estamos muito melhor do que há 40 ou 50 anos. Hoje, os portugueses têm acesso a mais e melhores cuidados de saúde; as pessoas vivem mais; nunca houve tanta gente a estudar como atualmente; a proteção social é tão abrangente que corremos o risco de não haver dinheiro para a sustentar.

Há 40 ou 50 anos, os portugueses passavam fome; havia muitos recém-nascidos a morrer nos primeiros dias/meses de vida; Portugal tinha uma elevada taxa de analfabetismo; grande parte da população portuguesa não vivia em condições condignas ao ser humano.

Apesar de continuarmos a ser um dos países da Europa com os salários mais baixos, a nossa produtividade não foi proporcional ao aumento dos salários. O problema económico não está relacionado com salários altos, mas com a baixa produtividade das empresas portuguesas.

Durante algumas décadas, a competitividade da nossa economia baseou-se nos preços baixos a que conseguíamos produzir e vender. As crises económicas eram resolvidas com a desvalorização da moeda. Desta forma, os problemas de competitividade das nossas empresas sempre foram resolvidos por via da desvalorização monetária, em vez de uma reestruturação séria e profunda da estratégia de cada uma das empresas. Os problemas de competitividade das nossas empresas, em vez de serem resolvidos pelas próprias empresas eram resolvidos pelo Estado através da desvalorização da moeda, perpetuando desta forma um modelo competitivo sem futuro.

O Estado tem de deixar de influenciar as empresas para que elas se adaptem e se tornem mais competitivas e mais produtivas. A proteção do Estado só serve para perpetuar um modelo económico que não é compatível com uma economia de mercado. A interferência do Estado na economia apenas atrasa a adaptação das nossas empresas à economia global.

About J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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