Verdade desportiva?

Acabei de assistir, através da transmissão televisiva, ao jogo de futebol disputado entre o Vitória de Setúbal e o Benfica. O Benfica, como tem sido normal nesta época (e, já agora, nalgumas das épocas anteriores), jogou pouco e acabou por ganhar num lance fortuito, num golo marcado já perto do final do jogo. O golo da vitória foi marcado depois dos 90 minutos do tempo regulamentar.

O golo do Benfica foi marcado de grande penalidade. Trata-se de uma grande penalidade muito duvidosa – na minha opinião, não existe razão para que o árbitro tenha marcado falta dentro da grande área. Aliás, se o critério tivesse sido seguido durante todo o jogo, o Vitória de Setúbal também teria direito a uma grande penalidade.

Pior do que isso é o critério utilizado pelos árbitros durante os restantes jogos. Nalguns casos, os árbitros, em caso de dúvida, deixam seguir o jogo e esperam que o Vídeo Árbitro (VAR) analise o lance. Noutros casos, mesmo em caso de dúvida, apressam-se a marcar grande penalidade, excluindo por completo a hipótese de o VAR poder analisar o lance e decidir conforme as instruções.

Como sabemos, este jogo (e todos os jogos que serão disputados nas próximas jornadas) pode decidir o campeonato. Não percebo como é que um árbitro decide um lance daqueles sem consultar o VAR…

Anúncios

Banco de horas

As empresas competem entre si num mercado cada vez mais global. Qualquer pessoa, de qualquer país, pode constituir uma empresa em Portugal ou, mesmo não estando cá instalado, pode vender os seus produtos no nosso país. De igual modo, qualquer empresa portuguesa pode exportar os seus bens para outros países, aumentando desta forma a competição naqueles países.

O aumento constante da competição entre empresas repercute-se numa maior dificuldade de prever o futuro da empresa no mercado. Hoje, uma empresa pode ser muito competitiva e amanhã poderá ser obrigada a fechar as portas. Para poderem sobreviver e adaptar-se às diferentes circunstâncias, as empresas terão de ser flexíveis; o Estado não deve obrigar as empresas a ficar com as pessoas de que não precisa.

Se uma empresa perder competitividade (seja porque novas empresas entraram no mercado e lhe tiraram uma fatia importante da sua clientela (com produtos mais coerentes com os gostos e desejos dos clientes), seja por obsolescência dos seus produtos ou por outro motivo qualquer), a pior coisa que lhe pode acontecer é não conseguir despedir os trabalhadores que, entretanto, deixou de precisar.

Resido numa zona geográfica em que há muitas empresas que fabricam calçado. Todos os anos, durante 3 ou 4 meses do ano, os trabalhadores vêm para casa (ou dão menos horas por dia) por causa da falta de trabalho. No início de cada ano (entre janeiro e abril, sensivelmente), por causa da mudança de estação, as empresas têm pouco trabalho para as pessoas e por isso elas trabalham menos horas por dia. Mais tarde, entre maio e agosto, com a preparação das coleções para as estação de inverno, as empresas têm muito trabalho e por isso precisam que os trabalhadores façam mais horas de trabalho. O banco de horas veio ajudar as empresas a adaptarem o horário conforme as alturas em que têm mais trabalho. Acabar com bancos de horas dificultará a vida às empresas e, mais cedo ou mais tarde, esta medida repercutir-se-á numa menor competitividade das empresas portuguesas e a economia sairá prejudicada.

Os empresários são estúpidos?

Não faltam estudos, documentos e análises a confirmarem que o nível de instrução dos empresários portugueses é uma autêntica desgraça, com escolaridade inferior à média dos trabalhadores, na maioria dos casos não ultrapassando o ensino básico.

 

E embora nenhum desses estudos esclareça se as limitações dos empresários decorrem do facto de não terem tido instrução capaz ou se é por serem tão limitados que não conseguiram ir mais longe na escola, alguma coisa se passa. Porque se analisarmos as complicações que decorrem para a vida de um qualquer indivíduo a partir do malfadado dia em que lhe passou pela cabeça trocar a estabilidade do emprego para se lançar numa aventura empresarial, concluímos que, realmente, é necessária uma dose elevada de estupidez para alguém ser empresário neste país.

No início, parecem só facilidades. Basta pôr um emblema de start-up na lapela para ser convidado para conferências e “sumits”, recebendo elogios e palavras de encorajamento de governantes e dando entrevistas a torto e a direito, que mais agravam a inconsciência do logro em que está metido.

É apenas quando a poeira assenta e é entregue a si próprio que começa a perceber que o empresário é basicamente um alvo colocado à mercê dos milhares de institutos, direções, autoridades, departamentos e repartições, cuja principal ocupação é dificultar a vida às empresas e seus proprietários, com regras, decretos, determinações e normas cujo integral cumprimento acarreta a necessidade de contratar advogados, contabilistas e técnicos vários, arrasando logo à partida o equilíbrio económico do negócio.

Os poucos que conseguem ultrapassar esta fase e sobreviver são irremediavelmente acometidos do “trauma postal”. Trata-se de uma síndrome que determina o aumento do nível de ansiedade à chegada do correio perante a inevitabilidade de o mesmo lhe trazer a notícia de uma qualquer infração às 5.327 regras a que está obrigado, acompanhada do anúncio de coimas e multas aplicáveis e ameaças várias de condenação por crimes hediondos.

Por fim percebem que não escapam a essas investidas, por muito que tentem ser rigorosos e invistam tempo e dinheiro a procurar minimizá-las. E compreendem também que não podem contrariar a máquina controladora que deles se alimenta, e que parte do pressuposto de que não passam de malandros decididos a ganhar dinheiro à custa dos outros, ou seja, cidadãos duvidosos que têm de ser tratados com rédea curta.

E, no fundo, não é que têm razão? Se fossem pessoas inteligentes e bons chefes de família, tinham-se ficado pelo trabalho por conta de outrem, como a maioria de nós. De facto, se andam a brincar às empresas é seguramente porque preparam alguma – é penalizá-los por conta, já!

Ser empresário é mesmo isso: difícil. Já não basta a concorrência, que é cada vez maior e à escala global, que obriga os empresários a serem cada vez mais perspicazes e mais inovadores, ainda têm à perna um Estado que lhes dificulta a vida; que lhes exige cada vez mais obrigações e que lhes limita a sua atuação. Talvez um dia tenhamos políticos e um povo que percebam o quão importante é, para uma sociedade, ter muita gente que arrisca a sua vida num negócio.

O “politicamente correto” que desinforma

No que toca à qualidade da informação que é veiculada pelos meios de comunicação social portugueses, este artigo do Alberto Gonçalves é ilucidativo. Em vez de informar de forma rigorosa e fiel os factos, à custa de uma suposta discriminação, omitem parte da notícia.

Durante o Estado Novo, os jornais fintavam a censura mediante palavras ou expressões que diziam mais do que o explícito: ainda que tosco, o “código” permitia ler o que não estava escrito. Hoje, no Estado Novíssimo a que chegámos, pouco mudou. A censura e os “códigos” mantêm-se, simplesmente a primeira é obra dos próprios jornalistas e os segundos, sempre toscos, pretendem ocultar em vez de revelar.

De acordo com o “Jornal de Notícias”, “pelo menos quatro indivíduos agrediram dois enfermeiros, um auxiliar de enfermagem e um segurança, na triagem do serviço de Urgência do Hospital de São João, no Porto, terça-feira à noite”. Segundo a RTP, “profissionais de hospital do Porto [foram] agredidos por grupo que tentou atropelar polícia”. O “Sol” confirma que “grupo [tentou] atropelar polícia depois de agredir enfermeiros no Hospital S. João”. O “Público” esclarece que “cerca de dez pessoas estiveram envolvidas nos desacatos”. O “Expresso” volta a esclarecer: “um grupo de aproximadamente dez pessoas – familiares que acompanhavam um doente – agrediu com ‘socos e pontapés’ dois enfermeiros, um auxiliar e um segurança da unidade de saúde”. O “Diário de Notícias” avança com um motivo: “enfermeiros agredidos no Hospital de São João devido a demora no atendimento”. Aqui o Observador fala num “‘número indeterminado’ de pessoas” que “agrediram selvaticamente quatro profissionais do serviço de urgência”.

Quem será essa violenta e indeterminada gente? Neoliberais em protesto contra a função pública? Uma misteriosa associação de Lesados do Estado? Claques da bola? Uma delegação de homeopatas? Alcoólicos anónimos? Alcoólicos identificados? Cientologistas? Xintoístas? Os “media” não explicaram e, palpita-me, a polícia anda igualmente à nora. A menos, claro, que os responsáveis pela investigação olhem para as “caixas” de comentários nos sites dos “media” citados, onde os participantes em rodapé perceberam num ápice que “o grupo”, “os indivíduos” ou as “pessoas” eram uma festiva agremiação de ciganos.

Ciganos, vírgula, que essa é designação caída em desuso e punida pela moral. É preferível falar de indivíduos de etnia cigana. Porém, se não queremos parecer brutos, é melhor falar de membros do povo rom (“roma” é plural – isto é importantíssimo). Aliás, sobretudo se o assunto envolve delinquência ou crime, o ideal é nem falar de nada e de todo. Dá-se a notícia de forma vaga, com o tipo de hesitação cautelosa que por exemplo marca os atentados cometidos por camiões ou navalhas nas cidades europeias. O fundamental é evitar a discriminação.

Também não aprecio discriminações e, por princípio, não vejo grande utilidade em mencionar a “raça” dos causadores de uma baderna. A questão é que, excepto se se aceitar um conceito discutível, não interessa definir os ciganos enquanto “raça”, e sim enquanto cultura. Uma cultura coesa e ancestral, com valores tradicionais e uma série de comportamentos relativamente padronizados e reconhecíveis. Um comportamento típico, que 99% dos profissionais de saúde poderão certificar, consiste em invadir hospitais ao berro e abandoná-los ao pontapé.

Os ciganos possuem inúmeros comportamentos típicos, muitos deles com o curioso recurso ao berro e ao pontapé. Tudo decorre da peculiar maneira com que essa comunidade olha o mundo “exterior”: um território de privilégios infinitos e zero deveres. Em teoria, eu deveria achar certa graça à fúria com que os ciganos investem contra o Estado (por razões que não vêm ao caso, apetecia-me invadir a Direcção Geral de Energia com uma bazuca). Na prática, a graça perde-se no zelo com que reclamam os respectivos benefícios. Outras características fascinantes passam pela amabilidade que dispensam às mulheres, o empenho que devotam à educação e, descontados os carros, os televisores e demais pechisbeques, a abertura a qualquer avanço civilizacional posterior ao século VII.

Um estudioso da temática, que conheci em tempos, garantia-me que a cultura cigana é a do atraso de vida. Tamanha franqueza limitava-se ao consumo privado. Em público, a vigilância da linguagem e do pensamento obriga a que se repitam clichés gordurosos acerca da “identidade” e da “integração” como se os conceitos não fossem frequentemente incompatíveis. E como se a culpa pela evidente marginalidade dos ciganos fosse nossa.

Admita-se que a culpa é um bocadinho nossa (embora não seja minha). Permitir, sob determinados e absurdos critérios, que um conjunto de cidadãos saltite por aí à revelia da lei e dos hábitos não é exibir tolerância: é conceder impunidade. E – estrebuche-se à vontade – notar este desagradável facto não é “racismo”, “xenofobia”, “preconceito” ou “discriminação”. Discriminação é tratar alguém de modo diferente. E, através do cínico “respeito” pela “diferença”, condenar milhares de criaturas a uma existência quase primitiva, além de condenar as suas vítimas a tratamento médico.

Eu sei. Sei que generalizo. Sei que nem todos os ciganos gostam de demolir propriedade e costelas alheias. Nem todos utilizam a escola dos filhos para receber subsídios. Nem todos habitam a espécie de limbo em que o país os largou. Acontece apenas que, à semelhança dos chineses e o arroz, ou dos sindicalistas e o parasitismo, uma razoável quantidade de ciganos exerce, sem a sanção dos pares, as actividades que os celebrizaram. Até que os ciganos decentes evitem os restantes, evito-os eu – se puder. Os “media” podem.

As vacas foram violadas, e agora?

“Para manter uma produção quase ininterrupta de leite, na indústria as vacas têm de ser repetidamente forçadas a emprenhar através de inseminação artificial com separação das suas crias pouco tempo após o nascimento”. 

A frase acima foi escrita por um senhor deputado. Melhor, por um deputado que, a crer no artigo que publicou na revista Sábado, é contra a o leite e, principalmente, contra a indústria do leite. Já que estamos em maré de assédio sexual, nada melhor do que aproveitar a onda e transportá-la para os animais.

Não esquecer que trata-se do mesmo deputado que há uns dias defendeu a liberalização da canábis (para fins medicinais…).

Representantes dos portugueses…

O mesmo país que se indigna por uma empresa ter deitado ao lixo meia dúzia de bolos-rei deixa passar em claro a aprovação de uma lei que determina a isenção total do IVA para os partidos e o fim dos limites para a angariação de fundos pelos mesmos partidos. Agora, passados alguns dias da aprovação da lei, os meios de comunicação social começaram a dar algum destaque a este assunto.

Como já defendi, em momentos diferentes neste blogue, temo sempre que os partidos se associam, de forma unânime, para aprovar uma lei – apesar de, neste caso, dois partidos (CDS e PAN) terem votado contra. A unanimidade dos partidos reflete, quase sempre, o populismo ou o benefício em causa própria (como é este caso). Pior do que a aprovação da lei é forma encapotada como os partidos o fizeram.

O mais caricato seria encontrar afirmações de alguns desses deputados (que aprovaram a tal nova lei do financiamento dos partidos) a criticarem a empresa citada acima por a mesma ter deitado meia dúzia de bolos-rei ao lixo (há quem os tenha contado e tenha dito que foram oito).

Leituras complementares:

Bolos-rei no lixo. Padaria Portuguesa promete "tudo fazer" para que "não se volte a repetir

Bastidores. O jogo das escondidas dos deputados no financiamento partidário

Lei de financiamento dos partidos é "uma negociata feita pela calada"

 

Políticos afundados

A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira um voto de pesar pela morte do empresário Belmiro de Azevedo, manifestando “total solidariedade” à família e amigos, isto apesar dos votos contra de PCP e abstenções de Bloco de Esquerda e PEV.

A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira, dia 7 de novembro, por unanimidade um voto de pesar pela morte de Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés, falecido há uma semana.

Estes factos retratam, de forma clara, o Portugal contemporâneo. Morreu um dos maiores empresários portugueses, dos que mais riqueza criaram em Portugal. Belmiro de Azevedo empregava algumas dezenas de milhares de pessoas e era um empresário avesso ao poder – criticou, por diversas vezes, os nossos políticos (de diversos quadrantes), demonstrando imparcialidade relativamente ao poder político.

Na mesma semana morreu o Zé Pedro, o guitarrista de uma das bandas de música portuguesas. Independentemente das qualidades (positivas) que possam caracterizar o homem (nem sequer era dos mais conhecidos da banda), deverá criticar-se a falta de unanimidade no voto de pesar pela morte de Belmiro de Azevedo, em contraponto com a unanimidade do voto de pesar pela morte do guitarrista.

A despesa do Estado

Costa sem “condições financeiras para dar resposta” aos professores em 2018

Em termos económicos, e olhando apenas para o momento atual (sem pensar no médio/longo prazo), Portugal atravessa um bom período. A economia cresce a uma taxa superior à média das últimas duas décadas; o desemprego está a baixar há 4 ou 5 anos (de forma quase ininterrupta) e as exportações estão a ajudar a economia (apesar do aumento das importações, que tem sido superior ao das exportações e que tem agravado o défice comercial).

Em termos financeiros, o Estado tem vindo a arrecadar mais impostos e a gastar mais, aumentado a despesa. Parte muito significativa do aumento da despesa está relacionada com pensões e salários da função pública (reposição e aumento de rendimentos) – muitas das outras categorias da despesa até têm estado contidas, seja através de cativações ou de diminuição real (por exemplo, nos juros pagos pela dívida). Várias classes profissionais pedem aumentos e progressões na carreira (professores, forças de segurança, etc.).

Se, neste momento, não “há condições financeiras para dar resposta” às reivindicações dos professores (e outras classes profissionais), imaginem o que acontecerá quando a economia arrefecer e as despesas tiverem de se adaptar às receitas existentes (ou vice-versa).

O que é que arde mais depressa?

Acredito que um dia os nossos governantes sejam capazes de olhar para os números sem qualquer preconceito nem convicções predefinidas. Nesse dia, talvez consigam compreender que a espécie florestal não está relacionada com a área ardida em incêndio.

Já aqui mostrei, com os números existentes, que o eucalipto não é a espécie que mais arde em Portugal (em percentagem da área ocupada). Também já aqui escrevi que os matos são os que representam mais área ardida em Portugal, em função da área ocupada.

Há duas semanas ardeu quase toda a floresta existente nas proximidades da minha zona de residência; o fogo durou 3 ou 4 dias. O mais curioso é que, num dos casos, o lume parou num eucaliptal que tinha sido plantado há 3 ou 4 anos e que estava limpo. Outras terras que estavam ocupadas com eucaliptos (organizados) e que estavam limpas sobreviveram às chamas. O resto, constituído por eucaliptos, pinheiros e alguns carvalhos (desorganizados e com muito mato) ardeu completamente. Estas evidências provam claramente o que já tenho escrito neste local: o mato é o maior entrave na extinção dos incêndios. Se o governo (este ou outro qualquer) quer fazer alguma coisa que ajude a diminuir os incêndios, então terá de incentivar os proprietários a fazer a limpeza das matas, sabendo que os proprietários apenas a farão se obtiverem benefícios económicos (atuais ou futuros).  A proibição completa da plantação de eucaliptos incentivará o abandono das terras e fará propalar o crescimento dos matos.

Economistas, mas pouco…

Anteontem vi uma reportagem na televisão sobre o Orçamento do Estado para 2018 em que se falava, entre outros assuntos, sobre a previsão da diminuição da dívida pública. O que o orçamento prevê é uma diminuição do rácio da dívida pública em função do PIB. Ou seja, como o produto cresce a uma taxa superior à taxa de crescimento da dívida aquele rácio apresentará valores mais reduzidos, mas o valor nominal da dívida continuará a aumentar. Assim, no final de 2018 o Estado deverá mais dinheiro do que em 2017 e nos anos precedentes.

Ontem, um comentador tentava iludir os portugueses com a mesma estratégia, dizendo que o montante da dívida está a diminuir.  Compreendo que, em algumas circunstâncias, faça sentido analisar a dívida pública em função do PIB. No entanto, temos de ter presente que a dívida pública continua e continuará a aumentar em termos nominais e que voltará a aumentar em termos relativos (rácio da dívida em função do PIB) quando o produto deixar de crescer (ou crescer menos). Aliás, a redução da dívida não deverá ocorrer enquanto o país apresnetar défices nas contas públicas.