Fidel Castro

Porque é que a palavra ditador não aparece em nenhuma capa dos jornais portugueses? É necessário ler os jornais estrangeiros para ficarmos a saber que Cuba teve um regime político autoritário comandado pelo Fidel Castro.

Um dos nossos maiores bloqueios

Nem a Europa nem o euro nos protegeram dos riscos da globalização

Um dos nossos maiores problemas é sermos governados por pessoas que ainda olham para os sectores económicos como algo que precisa de proteção para poder desenvolver-se. Eles ainda não se aperceberam que os sectores que estão mais expostos à concorrência internacional são, exatamente, os mais competitivos e os que mais valor criam.

Ironias

O anterior governo tentou fechar os anos de governacao com o défice menor do que 3% e não conseguiu (depois de fazer alguns ajustes nas contas, há quem diga que, sem o efeito dos resultados da intervenção no Banif, as contas de 2015 fecharam umas centésimas abaixo daquele valor). Pelo contrário, apesar de a economia ter crescido pouco, no último ano a subida foi de 1,6%.

O atual governo prometeu maior crescimento económico, mas de acordo com as previsões a economia crescerá menos do que no ano passado. Além disso, justificou o potencial crescimento do PIB com o aumento do consumo interno, que puxaria pela economia, consequência do aumento dos rendimentos (reposição de salários e pensões cortadas pelo governo anterior). Os dados que o INE publicou esta semana mostram que economia cresceu 1,6% no trimestre anterior (em comparação com o período homólogo) e o salto da economia esteve relacionado com o aumento das exportações e do turismo.

Resumo: os resultados económicos e  financeiros obtidos durante a governação dos sucessivos governos não são coerentes com as medidas pré-anunciadas. Uns tomam medidas para que o consumo interno seja o motor da economia e esta é puxada pelas exportações; outros prometem pôr as contas em dia e só no último ano é que o conseguem. Se, por um lado, é mais fácil controlar as contas (só depende das medidas tomadas pelo governo – significando que o anterior governo não foi capaz de o fazer); por outro lado, a economia é mais difícil de manear. O crescimento económico é consequência das ações individuais e não depende da atuação deste ou daquele governo (os governos apenas têm o poder de dar mais ou menos liberdade individual – este é um fator importante na atracão de investimento). Quanto mais os governos restringirem a atuação das pessoas a leis e burocracias que ninguém entende menos a economia crescerá.

Tributem-se as máquinas, já

Máquinas a pagar impostos, defende reitor da UC

Há coisas que só mesmo lendo é que se acredita. Até posso compreender que algumas pessoas menos informadas sobre a realidade defendam a tributação das máquinas, mas custa-me entender como é que um professor universitário diz este tipo de barbaridades. Estes indivíduos não têm a noção do mundo atual; vivem fechados no seu mundo e ainda não notaram que já estamos no século XXI…

Um bom orçamento…

“Um bom orçamento é aquele que vai buscar dinheiro onde os orçamentos anteriores não descobriram que ainda havia para tirar.” De acordo com a comunicação social, esta frase foi proferida por uma destacada militante socialista. Não me atrevo, sequer, a comentar quais serão as verdadeiras razões e o alcance destas palavras, mas dizer que um bom orçamento é aquele que vai buscar dinheiro onde ainda há para tirar é de uma total falta de vergonha e de desconhecimento completo da realidade onde se vive.

PME

Sabia que mais de 99% das empresas existentes em Portugal são micro, pequenas e médias empresas (PME)? As PME são responsáveis por cerca de 80% do emprego em Portugal e contribuem com mais de 60% do VAB (Valor Acrescentado Bruto).

Intervenção dos bancos centrais

aqui tinha advertido para as consequências negativas da intervenção dos bancos centrais na economia. O Tiago Moreira Salgado escreveu um artigo em que expressa argumentos semelhantes.

Aldrabices

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defende que algumas despesas (por exemplo, despesas relacionadas com a educação) não devem contar para o défice. O que o presidente da Comissão Europeia defende é que os países possam gastar à vontade em algumas áreas, ignorando o equilíbrio financeiro e as responsabilidades futuras.

Imagine uma pessoa que ganha 1000€ por mês, gastando 600€ na renda de casa para habitação, 300€ em educação e 400€ em despesas familiares. Esta pessoa tem um défice mensal de 300€ (1000-600-400-300). De acordo com a teoria do Jean-Claude Juncker, as contas deveriam mostrar valores equilibrados – 0% de défice (1000-600-400)-, uma vez que as despesas de educação não deveriam contar. Para o nível de despesa apresentado, esta pessoa teria de pedir emprestado ao banco os 300€ mensais, apesar de nas contas mensais o saldo ser nulo.

Os políticos nacionais, na ânsia do poder, prometem o que não podem cumprir. Não é por acaso que em mais de 40 anos de democracia Portugal nunca conseguiu chegar ao final de um ano com as contas equilibradas (as despesas superaram sempre as receitas), acumulando défices atrás de défices, que se traduziram em mais dívida e mais encargos futuros. Os políticos dependem da vontade popular para serem eleitos e os eleitores tendem a votar em quem mais lhes promete (apesar do irrealismo da maior parte das medidas). A função da Comissão Europeia deveria ser outra; deveria exigir rigor nas contas dos países. O que me preocupa é que nestas instituições supranacionais também haja quem defenda o caminho da ilusão e da criatividade contabilística. Enganar as pessoas, escondendo a real situação de um país, não deveria lembrar a nenhum político; é inadmissível para o presidente da Comissão Europeia.

Taxas de juro negativas

É uma das leis mais básicas e mais unânimes da economia: é a poupança que cria investimento. Antes de investir é necessário poupar. Se não houver poupança, não poderá haver investimento.

Por causa das baixas taxas de juro oferecidas pelos bancos (alguns já cobram taxas de juro pelos depósitos), as pessoas arranjam alternativas aos depósitos nos bancos, nomeadamente guardando dinheiro em casa. Guardar dinheiro no cofre é improdutivo para a economia, uma vez que o dinheiro não fica disponível para que outros possam investir.

A interferência dos bancos centrais no sistema monetário (fazendo baixar as taxas de juro) pode ter consequências significativas na economia. Na tentativa de tornar mais atrativo o investimento (criando condições mais favoráveis de financiamento), os bancos centrais podem estar a criar um problema mais grave, traduzido pelo desincentivo à poupança e na consequente diminuição do investimento. Além disso, a estratégia seguida pelos bancos centrais não tem sequer mostrado os resultados desejados (nem a inflação tem aumentado como desejado – é esse um dos objetivos desta estratégia – nem a economia tem recuperado o suficiente).

Outras leituras:

Alemães estão a tirar dinheiro dos bancos e a guardá-lo em casa

Empresas suíças põem dinheiro em cofres devido às taxas de juro negativas

 

Em Portugal, a liberdade é cada vez mais difícil

“Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.” – Alçada Baptista