A intervenção do Estado na economia nem sempre foi como é hoje. Já tivemos períodos de maior liberalismo e períodos de maior intervencionismo.

O liberalismo acredita que a liberdade individual e a concorrência entre as pessoas incentivam e são mais benéficas para a sociedade e para o desenvolvimento económico-social. Os liberais defendem que o Estado tem o papel de criar as condições necessárias para que a concorrência entre os indivíduos ocorra com naturalidade. A atividade económica deve ser prosseguida pelos indivíduos, reservando-se o Estado ao papel de simples facilitador da livre concorrência. O liberalismo defende que o Estado não deve intervir na economia, ou deve intervir o mínimo, visto que é a iniciativa privada que deve ser o grande impulsionador do desenvolvimento económico.

Por outro lado, o intervencionismo tem um papel muito mais ativo na vida das pessoas, proporcionando-lhes uma proteção social muito maior e participando ativamente como produtor de bens e serviços. A água, os transportes, a eletricidade, as telecomunicações, entre outras, são algumas das áreas que devem ser asseguradas pelo Estado.
Jonh Keynes, economista britânico, foi um dos que, no início do século XX, mais defendeu a intervenção do Estado na economia.  Depois da depressão dos anos trinta do século passado, aquele economista defendeu que o mercado não era capaz de se autorregular, pelo que o Estado deveria intervir equilibrando a economia, nomeadamente através do investimento público e da aplicação de medidas que interviessem na diminuição do desemprego. Naquela altura, também os EUA seguiram um caminho de intervenção do Estado na economia, nomeadamente através da implementação do programa designado por New Deal pelo presidente Roosevelt.

Atualmente, há vários países com maior intervenção e outros com menor intervenção do Estado na economia. A intervenção do Estado na economia será influenciada pela ideologia do partido (ou partidos) do Governo. Na maioria dos países da Europa pontifica o modelo de Estado-providência, em que o Estado assume a prossecução de um conjunto de políticas sociais junto da comunidade.

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Sobre J.Pinto

Apaixonado pelas matérias da gestão, da fiscalidade e da contabilidade.

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